Gestão dialógica dos resíduos sólidos urbanos na Venezuela: uma visão a partir da eco-organização social
DOI:
https://doi.org/10.66821/r5dnjk32Palavras-chave:
Aproveitamento, Gestão e complexidade, Organização social, Planejamento, Resíduos sólidos urbanosResumo
A Venezuela, assim como os demais países da região, enfrenta grandes desafios no campo da gestão de resíduos sólidos urbanos (RSU), situação caracterizada principalmente por um modelo linear que privilegia práticas de “coleta e disposição livre” em aterros ou locais de disposição final sem controle adequado, em detrimento de ações voltadas ao aproveitamento dos nossos RSU. Diante desse cenário entrópico, propõe-se uma transição para uma gestão dialógica fundamentada na Eco-Organização Social, à luz do paradigma da complexidade formulado pelo filósofo Edgar Morin. Apresenta-se uma proposta baseada em três princípios fundamentais da complexidade: o dialógico (ordem/desordem), o recursivo (ciclos de sustentabilidade) e o hologramático (a célula comunal como reflexo nacional). A metodologia de implementação territorial articula-se por meio do Sistema “Patria” como atrator tecnológico para a rastreabilidade de dados, considerando-se o “Ministerio del Poder Popular para el Ecosocialismo” (MINEC) como órgão rector do processo. Os resultados projetam uma otimização da logística reversa, reforçando a importância da segregação na origem, da criação de centros comunais de coleta e da valorização industrial e energética (biogás), contribuindo para o cumprimento do V Objetivo Histórico do “Plan de la Patria” e dos eixos da “Gran Misión Madre Tierra Venezuela”. Conclui-se que a superação dessa problemática exige que a técnica integre a institucionalização da “sabedoria social” para transformar esses resíduos em um recurso estratégico no âmbito da economia circular nacional.
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