Ecossocialismo, teoria e práxis: um dos eixos do Socialismo Bolivariano
DOI:
https://doi.org/10.66821/3ybqpx65Palavras-chave:
Ecossocialismo, Bolivarianismo, Ecologia, Práxis, SustentabilidadeResumo
O ecossocialismo surge como uma síntese crítica entre o pensamento ecológico e o marxismo, explicando a crise ambiental como consequência da acumulação ilimitada do capital. Enquanto doutrina filosófica, propõe uma transformação radical que coloca a preservação da vida acima do valor de troca. O percurso histórico de constituição do paradigma ecossocialista tem início com o Decreto de Chuquisaca, promulgado por Simón Bolívar em 1825. No segundo quarto do século XX, foram criadas e fortalecidas instituições voltadas à conservação ambiental, seguido por um auge na geração de informações ambientais durante as décadas de 1960 e 1970. A influência neoliberal da década de 1980 afetou a sustentabilidade institucional e a geração de informação. A ruptura paradigmática definitiva ocorre com a proposta do “El Libro Azul”, documento político-programático formulado por Hugo Chávez no início da década de 1990. No século XXI, o ecossocialismo é parte importante do Socialismo Bolivariano, baseado na doutrina de Bolívar, Zamora e Chávez como objetivo histórico do “Plan de la Pátria de las 7 Grandes Transformaciones (7T)”. Sua práxis apresenta desafios importantes sobre a realidade venezuelana, em particular, sobre a exploração petrolífera, a gestão da água como recurso estratégico, o Arco Mineiro do Orinoco, as terras da região dos Llanos e da região Andina e as invasões em ambientes marinho-costeiros. Com o funcionamento da “Gran Misión Madre Tierra Venezuela”, pretende-se enfrentar essas realidades para alcançar a adaptação e mitigação das mudanças climáticas, produção agroecológica, conservação de solos e águas e garantir a sustentabilidade ecológica do país.
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